Turismo, cultura, esporte e a definição da agenda pós-2015

Segue abaixo matéria que ajudei a elaborar sobre a Arena da Participação Social, com foco nas perspectivas de inclusão do esporte, do turismo e da cultura na agenda de desenvolvimento pós-2015.

A Analista de Relações Internacionais da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Ariane Emí Nakamura, integrou o grupo de representantes do estado que estiveram presentes na Arena da Participação Social, evento promovido em Brasília pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Secretaria Geral da Presidência da República, entre os dias 21 e 23 de maio. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) é a rede de desenvolvimento global da Organização das Nações Unidas que está presente em mais de 170 países ao redor do mundo.

O evento reuniu mais de dois mil representantes da sociedade civil, iniciativa privada, poder público, convidados e autoridades internacionais e nacionais, que debateram sobre o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e a participação social na construção da agenda de desenvolvimento no período pós-2015. Para a analista, eventos como esse destacam a importância da participação da iniciativa privada, sociedade civil e todos os níveis de governo para garantir que a construção da nova agenda de desenvolvimento global seja realmente democrática.

A Analista enfatiza que, diferentemente do processo empreendido na década de 90 para a definição dos Objetivos do Milênio que culminou na assinatura da Declaração do Milênio por 191 países, dentre eles o Brasil, a discussão sobre a agenda de desenvolvimento mundial pós-2015 está sendo realizada de forma aberta para contemplar anseios de diferentes grupos e não apenas o posicionamento dos governos. “O processo de negociação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que substituirão os ODM está sendo realizado em diferentes fóruns e convida a participação popular, além disso, a plataforma online Meu Mundo criada pela ONU permite que qualquer indivíduo dê a sua opinião”. Em 2000, líderes mundiais assumiram o compromisso de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, um conjunto de oito metas cujo objetivo é tornar o mundo um lugar mais justo, solidário e melhor para se viver, incluindo o objetivo maior de reduzir a pobreza extrema pela metade até 2015.

 

Ainda de acordo com a Analista, o esporte, o turismo e a cultura estão inseridos nesse contexto de estabelecimento de novas metas para os governos por meio dos esforços de diferentes organismos. Desde 2013 o UNOSDP (Escritório das Nações Unidas especializado na utilização do esporte como promotora da paz e do desenvolvimento) está empenhado em incluir o conceito de “esporte para o desenvolvimento” na discussão global sobre o pós-2015. De igual forma, a rede CGLU (Cidades e Governos Locais Unidos), idealizadora da Agenda 21 da Cultura, busca a inserção da cultura nas novas metas de desenvolvimento da ONU com a recente publicação da declaração “O futuro que queremos inclui a cultura”.

 

Já no caso do turismo não é possível observar iniciativa semelhante de grande visibilidade, embora a declaração final da primeira Reunião de Alto Nível da Aliança Global de Cooperação Eficaz para o Desenvolvimento realizada no México entre 15 e 16 de abril, traga recomendações da Organização Mundial do Turismo (OMT) a respeito da necessidade da priorização do turismo na agenda de desenvolvimento. O documento da OMT enfatiza que, por conta da falta de entendimento sobre o papel do turismo como importante para o desenvolvimento dos países, os recursos financeiros para o setor têm sido escassos, e também lembra da contribuição da atividade turística para a transição para uma Economia Verde e para a consecução dos Objetivos do Milênio. O turismo sustentável também está contemplado como um dos eixos do Programa Decenal de Produção e Consumo Sustentável do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). A Analista frisa que o Programa Decenal, decorrente da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), será construído a partir de uma consulta global, atualmente em sua segunda fase e disponível no website http://www.unep.org/10yfp, e deverá permitir um alinhamento das práticas do setor com os ODS, norteando para um contexto de produção e consumo responsável e sustentável.

Fonte: SOL

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