Resposta a Max Gehringer

maisabundanterecurso
Caro Max Gehringer,

Sou ouvinte da CBN desde sempre por influência de meus pais e tenho grande respeito pelo senhor. Como Analista de Relações Internacionais empregada na área há mais de 3 anos, no entanto, fiquei muito decepcionada com o seu comentário veiculado na segunda-feira, 14 de abril.

Primeiramente, acredito que demonstrou falta de conhecimento sobre o curso e sobre o papel desempenhado pelo profissional de Relações Internacionais, pois a atuação do profissional da área não se restringe a “manter contato com empresas de outros países”. Pelo contrário. No início do estudo das Relações Internacionais como Ciência Social admitia-se que os atores das “RI” eram apenas os governos centrais (Estados-nação). Ou seja: só era considerada Relações Internacionais as interações entre governos. Com o tempo, no entanto, o surgimento de novas linhas teóricas acompanharam as mudanças que aconteciam no mundo, de modo que hoje os atores são múltiplos: entes subnacionais (governos estaduais e municípios), ONGs, Organizações Internacionais (União Europeia, FMI, Banco Mundial, etc.), empresas transnacionais… E se os atores das Relações Internacionais são múltiplos, conclui-se que as áreas de atuação do profissional são as mais variadas.

Chego então no meu segundo ponto: ao afirmar que não é possível encontrar o setor de Relações Internacionais no organograma das organizações, tive a impressão que o senhor desconhece a atual realidade das organizações do século XXI (e eu realmente quero crer que isso não seja verdade). Observe: da mal falada Petrobras aos Ministérios de Cultura, Turismo, Esporte, Agricultura, todos contam com Diretorias ou Assessorias de Relações Internacionais. Universidades, governos estaduais e prefeituras, idem. E embora nem sempre esses setores sejam comandados por bacharéis em Relações Internacionais, o fato é que estamos, cada vez mais, conquistando nosso merecido espaço e reconhecimento.

Espero que o seu comentário não tenha desincentivado meus futuros colegas de profissão e que o ouvinte empregado em outra área encontre seu lugar no mundo das Relações Internacionais em breve. (E deixo a dica que acompanhe a minha página “R.I. é o melhor remédio” onde publico oportunidades de emprego e estágio.)

Grata pela atenção,
AEN

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