Redes eGov: Diplomacia Digital

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Nos meus esforços para conseguir o entendimento de meus colegas sobre o papel do Analista de Relações Internacionais na organização onde trabalho a Internet sempre foi uma das ferramentas utilizadas. Então, em 2013, quando soube que o 2o Seminário Redes eGov aconteceria em Florianópolis, não hesitei e fiz minha inscrição.

Organizado pelo Cetem (Centro de Estudos Temáticos de Administração Pública), o Redes eGov discutiu o papel da comunicação digital no setor público e teve como diferencial a adoção das redes sociais como forma de aproximar participantes e palestrantes da organização antes, durante e após os dois dias de evento. Desta forma, além de incentivar a troca de ideias e conhecimento, as redes permitiram que o Cetem  iniciasse a organização da edição 2014 do evento.

Foi assim que, para minha surpresa e alegria, o tema “Diplomacia Digital” por mim sugerido não foi apenas incluído na programação, mas também tive a satisfação de ser convidada para “entrevistar” (enviando as perguntas por meio eletrônico) o Conselheiro Marco Nakata, chefe da Assessoria de Imprensa do Gabinete do Ministerio das Relações Exteriores.

Para as RIs, se o impacto do uso das redes começou a ser evidenciado principalmente durante os protestos no Irã em 2009, nos dias de hoje a temática não poderia ser mais atual. Fica então a sugestão: o seminário começa dia 29 em Brasília e as inscrições estão abertas.

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Resposta a Max Gehringer

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Caro Max Gehringer,

Sou ouvinte da CBN desde sempre por influência de meus pais e tenho grande respeito pelo senhor. Como Analista de Relações Internacionais empregada na área há mais de 3 anos, no entanto, fiquei muito decepcionada com o seu comentário veiculado na segunda-feira, 14 de abril.

Primeiramente, acredito que demonstrou falta de conhecimento sobre o curso e sobre o papel desempenhado pelo profissional de Relações Internacionais, pois a atuação do profissional da área não se restringe a “manter contato com empresas de outros países”. Pelo contrário. No início do estudo das Relações Internacionais como Ciência Social admitia-se que os atores das “RI” eram apenas os governos centrais (Estados-nação). Ou seja: só era considerada Relações Internacionais as interações entre governos. Com o tempo, no entanto, o surgimento de novas linhas teóricas acompanharam as mudanças que aconteciam no mundo, de modo que hoje os atores são múltiplos: entes subnacionais (governos estaduais e municípios), ONGs, Organizações Internacionais (União Europeia, FMI, Banco Mundial, etc.), empresas transnacionais… E se os atores das Relações Internacionais são múltiplos, conclui-se que as áreas de atuação do profissional são as mais variadas.

Chego então no meu segundo ponto: ao afirmar que não é possível encontrar o setor de Relações Internacionais no organograma das organizações, tive a impressão que o senhor desconhece a atual realidade das organizações do século XXI (e eu realmente quero crer que isso não seja verdade). Observe: da mal falada Petrobras aos Ministérios de Cultura, Turismo, Esporte, Agricultura, todos contam com Diretorias ou Assessorias de Relações Internacionais. Universidades, governos estaduais e prefeituras, idem. E embora nem sempre esses setores sejam comandados por bacharéis em Relações Internacionais, o fato é que estamos, cada vez mais, conquistando nosso merecido espaço e reconhecimento.

Espero que o seu comentário não tenha desincentivado meus futuros colegas de profissão e que o ouvinte empregado em outra área encontre seu lugar no mundo das Relações Internacionais em breve. (E deixo a dica que acompanhe a minha página “R.I. é o melhor remédio” onde publico oportunidades de emprego e estágio.)

Grata pela atenção,
AEN

Boas iniciativas do Católica Mercosur

De 14 a 16 de maio, a Universidade Católica de Brasília sediará o I Congresso de Iniciação Científica em Relações Internacionais das Universidades Católicas do Mercosul – o Católica Mercosur. Estudantes e professores do Brasil, da América Latina e do mundo irão se encontrar no Campus I para debater o processo de inserção latino-americano no sistema internacional contemporâneo. O evento é, também, o primeiro encontro de docentes e discentes de relações internacionais da rede de Universidades Católicas do Mercosul. Por ser bilíngue, o Congresso promoverá o interesse entre os países participantes para o ensino do português e do espanhol como idiomas estrangeiros. Além das atividades acadêmicas, haverá atrações culturais, turísticas, espirituais, esportivas e festivas.

Publicação de trabalhos | As inscrições para a apresentação dos artigos acadêmicos no Congresso começam no dia 26 de fevereiro e se encerram no dia 20 de abril. O Comitê Organizador do Católica Mercosur irá avaliar e selecionar os trabalhos inscritos por professores e/ou estudantes, e os artigos selecionados, além de incluídos nos anais do Congresso, serão reunidos em dois livros a serem publicados nos Estados Unidos pela Editora GlobalSouth Press.

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O Congresso Católica Mercosur oferece dois diferenciais: a “acomodação solidária” e a possibilidade de apresentação de trabalhos por videoconferência (para quem não tem disponibilidade de agenda e/ou não pode arcar com os custos de uma viagem pra Brasília ou mesmo para quem é preocupado com a sua pegada de carbono).

O acadêmico interessado em apresentar seu trabalho por videoconferência deverá selecionar o campo “apresentação por videoconferência” ao fazer a inscrição no website http://portal.ucb.br/mercosul. A coordenação do evento então entrará em contato para encaminhar os detalhes.

Já a proposta da “acomodação solidária” é permitir a participação de acadêmicos e docentes no Congresso com gastos mais reduzidos ao colocar à disposição dos visitantes a possibilidade de hospedagem na residência de alunos da Universidade Católica. Mais informações poderão ser obtidas através do e-mail ri@ucb.br.

Com informações de Jonathan Volpato.

Seleção de colunistas

As páginas Cenário Estratégico e Relações Internacionais estão selecionando novos colunistas.

CENÁRIO ESTRATÉGICO | Estão sendo oferecidas 4 vagas para colunistas dentro das seguintes áreas: América Latina, África, Direitos Humanos e Política Nacional.

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Perfil do candidato: Podem se inscrever acadêmicos e pesquisadores, não importando o grau de diplomação, que dediquem-se e relacionem-se com os campos de Relações Internacionais, Defesa e Gestão Estratégica Internacional, Ciência Política, Estudos Estratégicos, História, Direito Internacional e outras áreas correlatas. Não existem restrições quanto a nacionalidade ou residência do candidato. O domínio da língua portuguesa é desejável.
Como se inscrever: O candidato deverá escrever para contato@cenarioestrategico.com para receber o formulário de inscrição que deverá ser preenchido e enviado para o mesmo endereço acompanhado de uma carta de motivação de até uma lauda.
Prazo: 14 de abril de 2014
Leia o edital completo em: http://cenarioestrategico.com/?p=2034

RELAÇÕES INTERNACIONAIS | Desde março a página seleciona novos membros de forma contínua.

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Como se inscrever: O candidato deverá encaminhar para o endereço ri@ri.net.br um trabalho de sua autoria, um breve currículo acadêmico e profissional (ou o currículo lattes) e uma carta de motivação.
Perfil do candidato: A seleção leva em consideração a qualidade do trabalho apresentado, o histórico acadêmico do candidato e as motivações apresentadas na carta.
Prazo: A seleção de novos colunistas é contínua.
Com informações de Guilherme Bueno

Encontre seu lugar no mundo (das RI)

Quem ingressa no curso de Relações Internacionais sem ter certeza que deseja seguir carreira diplomática pode passar anos tentando descobrir qual caminho seguir. Pelo menos era essa a realidade até pouco tempo atrás. Nos dias de hoje dispomos da Internet para nos auxiliar e a página “What’s Rel?” está entre as novas páginas de Relações Internacionais que merecem destaque por se propor a apresentar temas que são de interesse principalmente daqueles estudantes incertos das possibilidades existente no mundo das RI (ou das REL).
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Qual é a proposta da página What’s Rel?
O “What’s Rel?” é especializado em mercado de trabalho para analistas internacionais e aspirantes à carreira, apresentando as possibilidades no mercado de trabalho para estes e futuros profissionais que vão além das Nações Unidas e do Itamaraty, mas sem deixá-las de lado.

O que motivou sua escolha por Relações Internacionais?
A possibilidade de me desenvolver profissionalmente em qualquer lugar no mundo foi o grande motivador da minha escolha pelo curso. Trabalhar com pessoas de outras nacionalidades e culturas, interagir profissionalmente em outros idiomas também foram fatores fortes na minha escolha.

Por último, Rel ou RI?
Particularmente RI. Mas quando fiz o blog morava em Brasilia e lá, as pessoas falam Rel. Acabei sendo influenciada nesta escolha.

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Marco jurídico para a Cooperação Internacional Descentralizada no Brasil

Representantes de estados e municípios chegam a consenso sobre proposta de marco jurídico: Representantes dos governos federal, estaduais e municipais chegaram a um consenso sobre o texto que regulamenta as ações da cooperação descentralizada no último dia 25 de março, durante a V Reunião da Cooperação Internacional Descentralizada do Brasil. O evento foi promovido pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência (SRI/PR) em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério de Relações Exteriores (ABC/MRE), o Governo do Estado de Pernambuco, Prefeitura de Recife e Fórum Nacional de Secretários e Gestores Municipais de Relações Internacionais (FONARI).

As atividades foram realizadas em dois dias – o II Encontro da Cooperação Internacional Descentralizada (24) e a V Reunião (25).

No II Encontro, foram apresentadas as boas práticas de prefeituras e estados na área da cooperação internacional descentralizada e debatidos os novos desafios para as cidades neste tipo de cooperação. A V Reunião foi dedicada à discussão sobre o conteúdo da proposta de decreto que normatiza as ações internacionais de estados e municípios. Estiveram presentes cerca de 50 representantes do Governo Federal, estados, municípios, acadêmicos, especialistas em cooperação internacional do Brasil e Argentina, além de membros dos consulados da França e Itália. A minuta de decreto será analisada e encaminhada pela SRI/PR e ABC/MRE à presidenta Dilma Rousseff.

O próximo evento da Cooperação Descentralizada ocorrerá em agosto, na cidade de Macapá (AP).

Fonte: Diálogos Federativos